Thursday, July 21, 2005
SONETO DE TODAS AS PUTAS
Não lamentes, oh Nise, o teu estado;Puta tem sido muita gente boa;Putíssimas fidalgas tem Lisboa,Milhões de vezes putas têm reinado:Dido foi puta, e puta d'um soldado;Cleópatra por puta alcança a c'roa;Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,O teu cono não passa por honrado:Essa da Rússia imperatriz famosa,Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)Entre mil porras expirou vaidosa:Todas no mundo dão a sua greta:Não fiques pois, oh Nise, duvidosaQue isso de virgo e honra é tudo peta. Bocage